terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Renascimento

O post de hoje sobre História da Arte será um pouquinho mais extenso, pois vamos estudar uma época extremamente importante para a arte, o RENASCIMENTO (1.300)

Detalhe Capela Sistina
O mundo acordou!

Renascimento foi uma redescoberta da arte, foi a arte mais próxima da vida, a passagem do interesse pelo sobrenatural para o natural, foi uma balança entre TRADIÇÃO E INOVAÇÃO.

Da Vinci, Dama com Arminho
Jan Van Eyck, Casamento


Podemos dizer que a curiosidade foi a maior aliada do renascimento.
O homem buscava por conhecimento!

O estudo da anatomia por exemplo, que era proibido, permitiu que os artistas evoluíssem sua visão sobre o corpo humano, aprimorando assim suas técnicas. Era tudo HARMONIA E PROPORÇÃO.


Homem Vitruviano, ótimo exemplo da imagem do "homem" no renascimento.
Perfeição e beleza ideal.

    
Estudos de Da Vinci

Durante esse período a exploração de novos continentes e a pesquisa científica inspirou o homem. Ele se tornou confiante em si, ao mesmo tempo que a Reforma Protestante diminuía o domínio da igreja.
O resultado foi a troca da imagem de um Deus soberano, pelo estudo do ser humano.



Reparem como a imagem de Jesus se perde entre os personagens coadjuvantes da obra de Veronese
 

QUATRO POR QUATRO

Quatro "novos" estilos de pintura marcaram a renascença:

1. Óleo sobre tela: Antes as pinturas eram feitas em painéis de madeira e afrescos, agora telas esticadas em armações de madeira eram a base das pinturas dos renascentistas.



2. Perspectiva: A ilusão de profundidade numa superfície plana já não era novidade, mas o renascimento aprimorou essa técnica.






3. Luz e Sombra: Chiaroscuro, ou claro/escuro é uma  técnica que define os contrastes trazendo as partes mais claras para "cima" criando um efeito de relevo escultural.




4. Configuração em pirâmide: Os quadros tinham um agrupamento de figuras do primeiro plano em horizontal, o que deixava o resultado final chapado. Com a balança em pirâmide, o quadro ficava com um efeito tridimensional e simétrico, ficando assim mais harmonioso.




QUEM ERA QUEM

A partir de agora, a identidade dos pintores e escultores vai ficando cada vez mais importante na arte, eles começam a definir seus estilos e traços de forma que suas obras sejam referência em cada período.

Botticelli: Tinha um estilo decorativo linear, suas donzelas flutuantes lembram a arte bizantina e seus nus sintetizavam a renascença em linhas ondulantes, e corpos pálidos e macios.



Leonardo Da Vinci: Mestre da renascença italiana, "Leo" foi um gênio de talentos múltiplos, era pintor, matemático, historiador, engenheiro, médico, artesão e também alpinista! Morreu aos 75 anos, em seu leito de morte disse: "Ofendi a Deus e a humanidade por não ter feito minha arte como devia"...além de tudo era modesto




Santa Ceia

Michelangelo: Descoberto pelo príncipe Lorenzo de Médici aos 15 anos, esse pobre menino com um talento glorioso se tornou "o divino" da renascença. Acreditava que a criatividade era a inspiração divina.


 Foi pintor e arquiteto mas para ele a "primeira arte" era a escultura. Foi um artista solitário, se recusava a ensinar aprendizes, e não gostava que o observassem trabalhando. Quando lhe reprovavam por não se casar ou ter filhos ele dizia "Tenho uma esposa muito exigente, que é minha arte, e meus filhos são minhas obras."

Capela Sistina

Pietá
Moisés
Ao terminar esta estátua Moisés, Michelangelo ficou tão impressionado com a beleza e perfeição da obra que bateu com seu martelo na estátua e gritou:"Parla!" ("fala" em português)



Rafael: Dos três figurões da renascença ( Da Vinci, Michelangelo, e Rafael), Rafael era o mais popular, ele era adorado por todos! Era rico, bonito, e bem-sucedido fazia um sucesso tremendo com a mulherada. Sua arte define a Alta Renascença, suas pinturas traziam todas as qualidades do renascimento, foi o principal artista da corte papal. Rafael morreu jovem, aos 37 anos vítima de febre






Ticiano: Dominou o mundo da arte por 60 anos, usava cores fortes como meio expressivo. Suas telas eram primeiramente pintadas de vermelho e depois eram pintados o fundo e e as figuras em mais de 40 camadas que tornavam as obras muito convincentes, podendo distinguir texturas de panos, pele e cabelo.




A  modelo de "Vênus de Urbino" não era exatamente a bela jovem acima.
 Ticiano não gostava de pintar mulheres velhas, porém quando recebeu a encomenda do Duque de Urbino para pintar sua esposa, ele não teve escolha. Para nãoperder a encomenda nem a moral, o pintor foi a um bordel e usou o modelo do corpo de uma das jovens, depois pintou a cabeça da duquesa. O duque, é claro,adorou a obra! 







CURIOSIDADES!
Se te perguntassem qual foi a obra de arte mais comentadamais admiradamais notável e de maior impacto no mundo da pintura, qual você responderia?

Como bom artista que é, sua resposta foi: Mona Lisa, é claro!



 Mona Lisa, Leonardo Da Vinci 1503
Óleo sobre madeira, 77 x 53 cm
Louvre, Paris

Ela decorou o quarto de Napoleão (até ser levada para o Louvre em 1804), provocou engarrafamento em Nova York quando 1,6 milhões de pessoas foram vê-la em uma exposição de sete semanas, apressou os japoneses ao ser exposta em Tóquio onde cada visitante tinha 10 segundos para observar o quadro. 


Ela é poderosa!

A Mona Lisa e seu enigmático sorriso foi inspirada em uma modelo viva, Lisa Gherargini, terceira esposa  de um rico mercador florentino, Francesco del Giocondo19 anos mais velho. Francesco encomendou um retrato de sua mulher para pendurá-lo na sala de jantar. Lisa começou a posar em 1503


Leonardo passouquatro anos trabalhando nele e mesmo assim não chegou a concluí-lo como desejava, acontece que o maridão de Lisa ficou impaciente com a demora e proibiu a mulher de continuar posando e nem pagou pela obra!

Mais tarde o rei francês Francisco I comprou o quadro por 15,3 quilos de ouro, para decorar seu banheiro.

Outras opniões:

- Alguns estudiosos dizem que Mona Lisa poderia ser Constanza d'Avalos, amante de Giuliano de Médici.

- O historiador Maike Vogt-Lüerssen, sugeriu, após ter pesquisado o assunto por 17 anos, que a mulher por trás do sorriso famoso é Isabel de AragãoDuquesa de Milão, para quem Leonardo da Vinci trabalhou como pintor da corte durante 11 anos.

- Já a cientista Lillian Schwartz, afirma que Mona Lisa é na verdade um auto-retrato de Leonardo, porém, vestido de mulher! Esta teoria baseia-se no estudo daanálise digital das características faciais do rosto de Leonardo e os traços do modelo.

- Outros dizem que Leonardo também pintou um quadro de Mona Lisa nua, porém o quadro e os esboços nunca foram encontrados.

Divulgação


O sorriso...

Milhares de historiados de arte e críticos já tentaram desvendar o que este sorriso quer dizer. É restrito, sedutor, conservador, tímido, inocente, convidativo, triste, devasso, é intrigante!

Um crítico de arte em 1568, escreveu: "Enquanto pintava o retrato dela, Leonardo contratou pessoas que tocavam e cantavam para manterem-na alegre, eliminando aquela ponta de melancolia que o ar de posar acarreta".

Mona na Moda

Vocês não sentem falta de nada no rosto de Mona Lisa? Ela não tem sobrancelhas! Não, Leonardo não esqueceu de pintá-las, e a moça também não tinha calvice nessa área, era moda na renascensa raspar as sobrancelhas.

Quase imperceptível o véu preto que Mona Lisa usa na cabeça, era em acessório que mulheres grávidas ou que acabavam de dar a luz usavam na época.

Ficheiro:MonaLisa sfumato.jpeg

Mona Lisa, onde está você?

No dia 21 de agosto de 1911, o museu do Louvre estava fechado para limpezaVicenzo Peruggia, um empregado, pegou a famosa tela de Da Vinci, tirou sua moldura e tomou a direção da rua. 


Durante dois anos ela ficou escondida no fundo falso de um baú do apartamento de Peruggia. Quando o caso parecia esquecido, o espertinho tentou vender a obra ao governo italiano por 95 mil dólares. As autoridades italianas o prenderam e devolveram a pintura aos franceses

No seu julgamento, Peruggia afirmou que seu ato foi por patriotismo, queria ver o quadro de volta ao país de seu criador.

Levou 1 ano e 15 dias de cadeia.

Em 1963 Mona Lisa foi avaliada em 100 milhões de dólares.





No próximo post de História da Arte...faremos uma "reuniãozinha" ao estilo barroco para discutir a ARTE BARROCA!

Salão de banquetes, palácio Real de Madri.



Até lá!

Fonte: Guia dos curiosos, Marcelo Duarte; Arte Comentada, Carol  Strickland; Wikipédia.

Pega ladrão


Nova geração se especializa contra roubo de obras de arte
10 de janeiro de 2011 • 06h05 • atualizado às 07h11

Pela primeira vez na história da arte surge uma geração de especialistas preparada para lutar contra o roubo, a falsificação, a aniquilação e o comércio ilegal de obras de arte e patrimônio cultural, uma rede de "superagentes" que forma a associação Arca.

A Association for Research into Crimes against Art (Arca, na sigla em inglês) surge com o propósito de perseguir casos de subtração e falsificação de peças de arte, vandalismo contra o patrimônio cultural e depredação de obras em guerras e jazidas, explicou seu fundador, Noah Charney, em declarações à Agência Efe.


Arca seleciona e ensina os analistas, que deverão saber de criminologia a história da arte, conhecer a situação do mercado da arte, as chaves da museologia, a legislação em matéria de arte e como operam as forças de segurança, explica o especialista.

O objetivo da Arca não é o de pertencer a uma agência de segurança ou organismo concreto, apesar de colaborar com as forças de segurança em investigações mundiais de qualquer tipo de delito contra o patrimônio artístico e cultural.

A preparação dessa elite está ocorrendo discretamente em uma pós-graduação criada há três anos pela Arca, International Art Crime Studies Masters Program (www.artcrime.info/education).

A ampla categoria de disciplinas no currículo dos futuros profissionais está a cargo de membros da associação da Arca (www.artcrime.info), ex-diretores de agências de segurança míticas como Scotland Yard, ex-cargos políticos e promotores na ativa, entre outros.

Itália é o berço desta rede e onde está sendo ministrado o mestrado "por lógica", já que é o país que alcança uma taxa anual de roubos de obras entre 20 mil e 30 mil, ou seja, cinco vezes mais que a média mundial, com exceção da Rússia, comenta Charney, que estreou como romancista com "O ladrão de arte".

Charney (Connecticut, EUA, 1979) adverte que na atualidade esse protótipo de investigador preparado em várias disciplinas reúne policiais, acadêmicos e analistas do mundo da arte.

"Poucos diretores de Polícia ou organismos de segurança têm conhecimentos ou inclinação a estudar arte na academia", explicou.

Para abordar os delitos cometidos por grupos organizados em obras de arte "é preciso um grande conhecimento do mundo da arte, seu mercado e a história das coleções, além de criminologia, investigação (policial) e teoria sobre medidas de segurança", assinala o analista.

Na polícia "é raro encontrar alguém com experiência suficiente e que se movimente com desenvoltura em todos esses campos", afirma. "Por esta razão - ressalta - a Polícia raramente foi capaz de investigar esses roubos".

"A Polícia não tenta contextualizar os delitos com obras de arte, estudá-los a respeito da história da arte ou investigar além de suas fronteiras nacionais", disse.

As obras de arte - explicou Charney - são habitualmente utilizadas por grupos criminosos em seus negócios com drogas e armas. É habitual pagarem um carregamento de cocaína ou de kalashnikovs (armas) com um quadro de um pintor famoso.

De modo que obras subtraídas de autores como Picasso, Matisse, Van Gogh, Rembrant, Sorolla e Cézanne podem chegar aos terroristas que operam no norte da África ou no Oriente Médio.

Mas se a Polícia não sabe de história da arte, os acadêmicos que colaboram com ela "não sabem de investigação e só estudam os relatórios policiais", aponta.

Diante desse panorama, Charney uniu-se a um grupo de colegas para preparar essa "nova geração de investigadores" para que colaborassem ativamente na luta contra este tipo de roubos, uma classe de delito que é a terceira prioridade para as forças de segurança dos Estados Unidos, atrás da luta contra o narcotráfico e do terrorismo

Fonte:Terra/EFE

Não, isto não é arte moderna.
presseurop
Achou interessante? Leiam também a matéria postada em agosto do ano passado no site presseurop sobre os ladrões que mais ameaçam a Europa, AQUI.


Até mais!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"SP vai receber exposições de Dalí e Eliasson em 2011"

29 de dezembro de 2010 | 12h 00


Porto Alegre vai abrigar, a partir de setembro de 2011, a 8ª Bienal do Mercosul, que terá como título "Ensaios de Geopoética". O evento, com curadoria geral do colombiano José Roca, vai se espalhar por diversos espaços da capital gaúcha - os Armazéns do Cais do Porto, o Santander Cultural, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul - e, ainda, como prevê por enquanto o projeto, possivelmente outras cidades do Estado. A bienal também vai homenagear o artista chileno Eugenio Dittborn.



Arquivo
Exposição de Salvador Dalí será destaque do Tomie Ohtake, em 2011

Já na capital paulista, a Fundação Bienal de São Paulo realizará em seu prédio, entre setembro e dezembro, uma grande mostra com 250 obras da coleção do museu Astrup Fearnley, de Oslo. O evento vai marcar as comemorações dos 60 anos da instituição brasileira.
Mas até que essas grandes exposições sejam inauguradas ou mesmo durante seus períodos, pelo menos em São Paulo já é possível citar alguns destaques do que o público poderá ver em 2011. O maior deles, pelo que se vê, será a mostra do artista dinamarco-islandês Olafur Eliasson, um dos mais consagrados do cenário contemporâneo mundial. Ele será a grande atração do 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc/Videobrasil, marcado para ser aberto a partir de setembro. A exposição de instalações de Eliasson, com curadoria de Jochen Volz, vai ocorrer no Sesc Pompeia e no Sesc Belenzinho - e, possivelmente, na Pinacoteca do Estado.
A Pinacoteca vai receber em fevereiro a grande retrospectiva do russo Aleksandr Rodchenko (1891-1956), apresentada primeiramente no Instituto Moreira Salles, do Rio, e ainda prevê para o próximo ano apresentar, em sua sede, na Praça da Luz, antologia da artista portuguesa Paula Rêgo (março/maio); e exposição do venezuelano Cruz-Diez (novembro). E no prédio da Estação Pinacoteca, no Largo General Osorio, mostras do espanhol Antoni Muntadas (fevereiro a maio) e de artistas contemporâneos peruanos (maio a julho).
Já o Instituto Tomie Ohtake tem confirmadas para 2011 a mostra "Miragens", de arte do mundo islâmico, atualmente em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, do Rio (fevereiro); do surrealista espanhol Salvador Dalí (entre abril e junho); de Louise Bourgeois (junho a agosto) e de Joseph Beuys (entre setembro e outubro). Estão ainda sendo negociadas exposições sobre Charles Chaplin e de Isamu Noguchi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 


Até mais!