terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pega ladrão


Nova geração se especializa contra roubo de obras de arte
10 de janeiro de 2011 • 06h05 • atualizado às 07h11

Pela primeira vez na história da arte surge uma geração de especialistas preparada para lutar contra o roubo, a falsificação, a aniquilação e o comércio ilegal de obras de arte e patrimônio cultural, uma rede de "superagentes" que forma a associação Arca.

A Association for Research into Crimes against Art (Arca, na sigla em inglês) surge com o propósito de perseguir casos de subtração e falsificação de peças de arte, vandalismo contra o patrimônio cultural e depredação de obras em guerras e jazidas, explicou seu fundador, Noah Charney, em declarações à Agência Efe.


Arca seleciona e ensina os analistas, que deverão saber de criminologia a história da arte, conhecer a situação do mercado da arte, as chaves da museologia, a legislação em matéria de arte e como operam as forças de segurança, explica o especialista.

O objetivo da Arca não é o de pertencer a uma agência de segurança ou organismo concreto, apesar de colaborar com as forças de segurança em investigações mundiais de qualquer tipo de delito contra o patrimônio artístico e cultural.

A preparação dessa elite está ocorrendo discretamente em uma pós-graduação criada há três anos pela Arca, International Art Crime Studies Masters Program (www.artcrime.info/education).

A ampla categoria de disciplinas no currículo dos futuros profissionais está a cargo de membros da associação da Arca (www.artcrime.info), ex-diretores de agências de segurança míticas como Scotland Yard, ex-cargos políticos e promotores na ativa, entre outros.

Itália é o berço desta rede e onde está sendo ministrado o mestrado "por lógica", já que é o país que alcança uma taxa anual de roubos de obras entre 20 mil e 30 mil, ou seja, cinco vezes mais que a média mundial, com exceção da Rússia, comenta Charney, que estreou como romancista com "O ladrão de arte".

Charney (Connecticut, EUA, 1979) adverte que na atualidade esse protótipo de investigador preparado em várias disciplinas reúne policiais, acadêmicos e analistas do mundo da arte.

"Poucos diretores de Polícia ou organismos de segurança têm conhecimentos ou inclinação a estudar arte na academia", explicou.

Para abordar os delitos cometidos por grupos organizados em obras de arte "é preciso um grande conhecimento do mundo da arte, seu mercado e a história das coleções, além de criminologia, investigação (policial) e teoria sobre medidas de segurança", assinala o analista.

Na polícia "é raro encontrar alguém com experiência suficiente e que se movimente com desenvoltura em todos esses campos", afirma. "Por esta razão - ressalta - a Polícia raramente foi capaz de investigar esses roubos".

"A Polícia não tenta contextualizar os delitos com obras de arte, estudá-los a respeito da história da arte ou investigar além de suas fronteiras nacionais", disse.

As obras de arte - explicou Charney - são habitualmente utilizadas por grupos criminosos em seus negócios com drogas e armas. É habitual pagarem um carregamento de cocaína ou de kalashnikovs (armas) com um quadro de um pintor famoso.

De modo que obras subtraídas de autores como Picasso, Matisse, Van Gogh, Rembrant, Sorolla e Cézanne podem chegar aos terroristas que operam no norte da África ou no Oriente Médio.

Mas se a Polícia não sabe de história da arte, os acadêmicos que colaboram com ela "não sabem de investigação e só estudam os relatórios policiais", aponta.

Diante desse panorama, Charney uniu-se a um grupo de colegas para preparar essa "nova geração de investigadores" para que colaborassem ativamente na luta contra este tipo de roubos, uma classe de delito que é a terceira prioridade para as forças de segurança dos Estados Unidos, atrás da luta contra o narcotráfico e do terrorismo

Fonte:Terra/EFE

Não, isto não é arte moderna.
presseurop
Achou interessante? Leiam também a matéria postada em agosto do ano passado no site presseurop sobre os ladrões que mais ameaçam a Europa, AQUI.


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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"SP vai receber exposições de Dalí e Eliasson em 2011"

29 de dezembro de 2010 | 12h 00


Porto Alegre vai abrigar, a partir de setembro de 2011, a 8ª Bienal do Mercosul, que terá como título "Ensaios de Geopoética". O evento, com curadoria geral do colombiano José Roca, vai se espalhar por diversos espaços da capital gaúcha - os Armazéns do Cais do Porto, o Santander Cultural, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul - e, ainda, como prevê por enquanto o projeto, possivelmente outras cidades do Estado. A bienal também vai homenagear o artista chileno Eugenio Dittborn.



Arquivo
Exposição de Salvador Dalí será destaque do Tomie Ohtake, em 2011

Já na capital paulista, a Fundação Bienal de São Paulo realizará em seu prédio, entre setembro e dezembro, uma grande mostra com 250 obras da coleção do museu Astrup Fearnley, de Oslo. O evento vai marcar as comemorações dos 60 anos da instituição brasileira.
Mas até que essas grandes exposições sejam inauguradas ou mesmo durante seus períodos, pelo menos em São Paulo já é possível citar alguns destaques do que o público poderá ver em 2011. O maior deles, pelo que se vê, será a mostra do artista dinamarco-islandês Olafur Eliasson, um dos mais consagrados do cenário contemporâneo mundial. Ele será a grande atração do 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc/Videobrasil, marcado para ser aberto a partir de setembro. A exposição de instalações de Eliasson, com curadoria de Jochen Volz, vai ocorrer no Sesc Pompeia e no Sesc Belenzinho - e, possivelmente, na Pinacoteca do Estado.
A Pinacoteca vai receber em fevereiro a grande retrospectiva do russo Aleksandr Rodchenko (1891-1956), apresentada primeiramente no Instituto Moreira Salles, do Rio, e ainda prevê para o próximo ano apresentar, em sua sede, na Praça da Luz, antologia da artista portuguesa Paula Rêgo (março/maio); e exposição do venezuelano Cruz-Diez (novembro). E no prédio da Estação Pinacoteca, no Largo General Osorio, mostras do espanhol Antoni Muntadas (fevereiro a maio) e de artistas contemporâneos peruanos (maio a julho).
Já o Instituto Tomie Ohtake tem confirmadas para 2011 a mostra "Miragens", de arte do mundo islâmico, atualmente em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, do Rio (fevereiro); do surrealista espanhol Salvador Dalí (entre abril e junho); de Louise Bourgeois (junho a agosto) e de Joseph Beuys (entre setembro e outubro). Estão ainda sendo negociadas exposições sobre Charles Chaplin e de Isamu Noguchi. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 


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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Férias!

É época de férias, e o tempo livre nos permite fazer vários programas culturais. Ir a teatros, shows, cinema, museus e exposições são uma boa pedida.


Por isso não perca tempo, informe-se nos sites dos museus (alguns você pode encontra nos links do blog), jornais e revistas para saber o que está rolando, se for viajar confira se tem museus e exposições na cidade e programe-se.


Aproveitem as férias para se inspirar!







Até mais!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Mona Lisa guarda em pupila a chave de sua identidade, segundo nova teoria"

Seg, 13 Dez, 12h09
Londres, 13 dez (EFE).- A Mona Lisa de Leonardo da Vinci guarda em sua pupila esquerda a clave da identidade da modelo em que o pintor se inspirou, segundo o investigador italiano Silvano Vinceti, cujas teorias são divulgas nesta segunda-feira pelo jornal "The Guardian".
De acordo com Vinceti, que é presidente da comissãonacional de patrimônio cultural em seu país, o gênio renascentista, amante dos códigos, pintou uma série de letras pequenas nas duas pupilas de Mona Lisa.
"Invisíveis ao olho humano e pintadas em preto sobre verde e marrom, estão as letras LV em sua pupila direita, obviamente as iniciais de Leonardo, mas o mais interessante está em sua pupila esquerda", afirma o investigador, em declarações recolhidas pelo jornal.
Vinceti mantém que no olho aparecem as letras "B" e "S", além de, possivelmente, as iniciais "CE", o que considera de vital importância para averiguar a identidade da modelo.
Esta foi identificada frequentemente como Lisa Gherardini, a esposa de um mercador florentino, mas o investigador italiano não está de acordo, já que mantém que a Mona Lisa foi pintada em Milão.
"Atrás do quadro aparecem os números 149, com um quarto número médio apagado, o que sugere que Da Vinci o pintou quando estava em Milão na década de 1490, usando como modelo uma mulher da corte de Ludovico Sforza, o duque de Milão", declara ao jornal.
"Leonardo gostava de utilizar símbolos e códigos para transmitir mensagens, e queria que descobríssemos a identidade da modelo através de seus olhos", prossegue o italiano, que deve detalhar suas conclusões no próximo mês.
O mistério da Mona Lisa já foi objeto de teorias também na ficção, como no caso do romance "O Código Da Vinci", na qual o autor, Dan Brown, sugere que o nome é um anagrama para Amon l'Isa, em referência a antigas divindades egípcias.
Fonte: EFE



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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Mural de Portinari na ONU fará giro pelo mundo e passará pelo Brasil"

Os dois painéis que compõem a obra 'Guerra e Paz' foram doados pelo governo brasileiro às Nações Unidas em 1957.

18 de novembro de 2010 | 6h 27



Os dois painéis que compõem o mural Guerra e Paz, criado pelo artista brasileiro Cândido Portinari (1903-1962) para o prédio das Nações Unidas, em Nova York, foram removidos do local e embarcados rumo ao Brasil, onde passarão por restauração completa e serão expostos.
Segundo o Projeto Portinari, que cuida do acervo do artista, os painéis de 14 m por 10 m serão exibidos no Teatro Municipal do Rio de Janeiro na segunda quinzena de dezembro.
São planejadas exposições também no Museu Nacional de Brasília, em 2011, na Oca, em São Paulo, em 2013, e, depois, novamente no Rio de Janeiro.
No exterior, o plano é exibir as obras no Grand Palais em Paris, no Museu da Paz de Hiroshima (Japão), no Centro Europeu de Investigação Nuclear (Cern), em Genebra, na sede do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo (Noruega), e no Moma, em Nova York.
Elas voltam à sede da ONU em 2013, quando acabar a reforma na sede da organização. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 
Fonte: Estadão


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Arte Gótica

No post de hoje voltaremos 1.200 anos d.C., vamos conhecer a
ARTE GÓTICA!


Na postagem passada de história da Arte vimos a arte Bizantina na Idade Média, hoje continuaremos na Idade Média que vai do século V ao XV. É tempo pra chuchu!


Esta época na arte se divide em três estilos: Bizantino, Romano (que já vimos) e Gótico.

Então vamos começar!
As palavras-chave para definir a arte gótica são: ALTURA e LUZ.
O período gótico, é um período de inspiração e luz, sua arte não conheceu a Idade das TrevasA evolução do gótico é uma expansão de luzes e cores.


Basicamente a arte gótica mantém o mesmo tema da arte bizantina: RELIGIÃO. Porém o forte dos artistas góticos era a ARQUITETURA.

Neste caso, juntando o tema ao forte, temos as CATEDRAIS GÓTICAS!

Ficheiro:NotreDameDeParis-1.jpg
Notre Dame em Paris



















Extremamente elaboradas e com altura colossal, essas "Bíblias de pedra" eram uma ousadia arquitetônica. Os arquitetos competiam para ver quem construía astorres e colunas mais altas.

O que tornou tudo possível foi o desenvolvimento da engenharia, como as abóbadas com suportes externos, que permitiam que as paredes fossem mais finas e com janelas enormes, ao contrário do estilo romano e bizantino, com paredes grossas e janelicas de nada. Outra característica forte do estilo gótico são os arcos em forma de ogiva.









Abóbadas são estes tetos em forma arredondada com vincos que dão estrutura. 





Ogivas são os arcos com essa "pontinha" que dá impressão de altura.






Mas a arte gótica não foi só arquitetura não, Também mandavam bem nas estátuas, vitrais, pinturas e tapeçarias.






Ficheiro:ThreeFoolishVirginsMagdeburg.jpg













pintura gotica screen



pintura gotica art



pintura gotica feature







CURIOSIDADES!

Como já deu pra entender, as catedrais são o símbolo da arte gótica.
As catedrais simbolizavam o orgulho dos cidadãos medievais, um invasor colocar abaixo uma das torres da catedral era o pior insulto que uma cidade poderia sofrer.


devoção coletiva por essas catedrais era tão intensa que tudo quanto era classe social e raça da população ajudava a colocar a obra de pé. Todos mesmo! Não importava, eram cavaleiros, damas, açogueiros, cozinheiras, todos lado a lado trabalhando juntos, e colocando a mão na massa!




Embora toda a cidade trabalhasse unida, a complexidade dos edifícios não permitia que a construção levasse menos de um século. A Catedral de Colônia levou seis séculos!


Isso explica por que muitas catedrais parecem uma mistura de vários estilos, pois foram construídas em diferentes épocas e por diversas pessoas.







Catedral de Colônia Alemanha



Por isso que dizem "A união faz a arte!"...ou alguma coisa do tipo. :D


CATEDRAL DE NOTRE DAME
A mais famosa catedral gótica guarda histórias curiosas...


Ficheiro:Notre Dame de Paris.JPG



Todos vocês já devem ter visto ou ouvido a história do "Corcunda de Notre Dame", um pobre corcunda simpático, que se apaixona por uma linda cigana e que junto com um bravo soldado, conseguem se livrar do terrível vigario, e vivem "felizes para sempre" certo?

Bom, isso é o que a Disney quer que agente pense!


Pois bem, a história original de Victor Hugo passada na cidade de Paris do sec. XV...
conta sobre um orfão deformado, com apenas um olho e surdo por causa do barulho dos sinos, chamado Quasimodo, criado por um vigario mal caráterClaude Frollo, que faz o rapaz de sineiro da catedral.







Durante o Festival dos Tolos Quasimodo que é eleito o papa dos tolos, devido à sua feiúra, mas é acusado de sequestrar Esmeralda, uma bela cigana por quem Frollo é apaixonado.


O Corcunda é condenado a levar chibatadas publicamente, e é totalmente ignorado por seu protetor quando pede ajuda, mas Esmeralda comovida lhe dá aguá, e chama a atenção do pobre corcunda que se apaixona perdidamente por ela.







Febo, um jovem soldado por quem Esmeralda é apaixonada, é esfaqueado por Frollo que acusa a jovem cigana pelo crime. Esmeralda é então presa e condenada. No momento de sua execução pública, eis que surge Quasimodo, que a arrebata e leva para dentro da Catedral


Apesar de Quasimodo lutar com uma força sobrenatural Esmeralda é capturada e finalmente enforcada. Quando Quasimodo vê o vigario rindo da sorte da pobre moça, mata-o e se suicida.

Anos mais tarde os esqueletos de Esmeralda e do corcunda são encontrados abraçados.


Qual versão vocês preferem?





No próximo post...será hora de mudanças!
Vamos entrar de cabeça no RENASCIMENTO!

 Mona Lisa Gallery

















Até mais!



Fonte: Arte Comentada, Carol Strickland; Wikipédia.
Imagens: Reprodução