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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Romantismo


Para falar sobre o Romantismo vamos voltar a 1800, sec. XIX!
 
"O sentimento é tudo!" disse Goethe, e os românticos ouviram.
 
Delacroix "A liberdade guiando o povo"
 
O sentimentalismo floreceu por rebeldia à "Idade da Razão" do período neoclássico.

As pessoas optaram pela emoção e intuição em lugar da razão e da objetividade racional. Os românticos perseguiam sua paixão com toda dedicação!

Caspar David Friedrich "O viajante sobre o mar"

PARA ENTENDER MELHOR...

Valores: Intuição, emoção, imaginação

Inspiração: as eras Medieval e Barroca, o Oriente Médio
 e Extremo Oriente

Tom: Subjetivo, espontâneo, inconformista

Cor: Solta, profunda, rica em tons

Temas: Lendas, exotismo, natureza, violência

Gêneros: Narrativas de lutas heróicas,
paisagens, animais selvagens

Técnica: Pinceladas rápidas,
contrastes fortes de luz e sombra

Composição: Uso da diagonal

Caspar David Friedrich "O mar de gelo"


NEOCLASSICISMO X ROMANTISMO

A diferença entre os dois estilos é clara, compare essas duas imagens do mesmo homem, o violinista virtuose Paganini:

 



A primeira imagem é de Ingres (falamos dele aqui), a segunda, de Delacroix.

Ingres faz um retrato formal, com linhas precisas que representam exatamente a fisionomia do violinista, é um homem racional de controle completo.

Já Delacroix, define a forma do músico com cor e pinceladas fluidas em vez de linhas, a pintura de Delacroix é uma "figura de abandono apaixonado".

QUEM ERA QUEM

Géricault: Théodore Géricault lançou o Romantismo. Tinha uma maneira enérgica de usar a tinta e criar cenas de luta titânica. Fascinado por cavalos, Géricault morreu aos 32 anos devido a acidentes durante a montaria.

"Captura de um cavalo bravo"

"Corrida de cavalos em Epsom"

Delacroix: Inspirado por Géricault, tornou-se líder do movimento romântico. Era uma pessoa reservada e solitária, acreditava que “o homem de verdade é o selvagem”. Delacroix escolhia para suas obras temas da literatura ou eventos comoventes. Em uma viagem ao Marrocos, Delacroix se apaixonou pelas cores fortes e formas voluptuosas, que marcaram presença em suas obras pelos seguintes 30 anos de carreira.
  
"O massacre de Quios"
 
"A morte de Sardanapalo"
 
CURIOSIDADES!

A tela "A Balsa do Medusa" de Géricault, umas das mais famosas obras do romantismo, foi pintada com base em uma história contemporânea curiosa:
 
No dia 2 de julho de 1816, o Medusa, navio do governo que transportava colonos franceses para o Senegal, encalhou e afundou na costa oeste da África (próximo à costa de Marrocos), em virtude da incompetência do capitão, nomeado por motivos políticos.
 
O capitão e a tripulação foram os primeiros a evacuar o navio e embarcaram nos barcos salva-vidas, que puxavam uma jangada improvisada com os destroços do navio, com 149 passageiros amontoados.
 
A certa altura cortaram a corda que puxava a balsa, deixando os emigrantes à deriva sob o sol equatorial por 12 dias (outras fontes relatam que a tempestade os arrastou por mar aberto por mais de 27 dias sem rumo), sem comida nem água. Só 15 pessoas sobreviveram.
 
 
 
Para pintar o quadro, Géricault investigou o caso como um repórter, entrevistando os sobreviventes para escutar suas histórias terríveis de fome, loucura e canibalismo. Fez o máximo para ser autêntico, estudando até mesmo os corpos das vítimas.
 
Construiu uma jangada-modelo em seu ateliê e chegou a se amarrar ao mastro de um pequeno barco durante uma tempestade, para melhor poder retratar o desespero dos sobreviventes.
 
linguagem corporal da luta, das pessoas contorcidas e dos passageiros desnudos diz tudo a respeito da luta pela sobrevivência, tema que obcecava o artista.

No quadro, pode-se observar as diferentes atitudes humanas que se manifestam nos momentos cruciais da vida. É uma imagem dramática e impactante, do jeitinho que os românticos gostam.
 
Géricault, Auto-retrato
 
 
Próximo post de História da Arte...será a vez de conhecer o Realismo!
 

 

Até mais!

Fonte: Guia dos curiosos, Marcelo Duarte; Arte Comentada, Carol  Strickland; Wikipédia.
Imagens: Reprodução

quinta-feira, 17 de março de 2011

Neoclássico

Entrando no séc.XIX por volta de 1700
hoje vamos conhecer o período Neoclássico!

David "Madame Récamier"



Segundo Edgar Poe o neoclassicismo foi "A gloria que foi a Grécia e a grandeza que foi Roma".

A pintura neoclássica volta ao estilo clássico do séc XVIII, da Grécia e Roma. Um dos motivos para essa retomada foram as pesquisas na área de arqueologia que se aprofundaram muito. 

As escavações trouxeram com tudo o interesse pelo mundo greco-romano, porém agora, com todo o conhecimento de pintura e escultura já adquirido durante os anos.


David "A mulher Sabina para a luta entre os Romanos e as Sabinas"



O neoclassicismo foi uma reação contra todo o exagero e extravagância do barroco e rococó

Os artistas neoclássicos se baseavam na figura humana de proporções clássicas, as cores eram, o contrário do estilo barroco, frias e o contraste de claro/escuro era "bem calculado", a perspectiva era exata tornando a obra rigorosamente rígida.

Ingres "Apoteose de Homero"



Para entender melhor...

Valores: Ordem, solenidade

Tom: Calmo, racional

Temas: História grega e romana, mitologia

Técnica: Enfatiza o desenho com linhas, não cor;
não há vestígios de pinceladas

Papel da arte: Levantar a moral, inspirar

Fundador: David



QUEM ERA QUEM

David: Era o bambambam do neoclássico, foi o fundador do estilo. Em uma viagem a Roma, quando viu a arte clássica pela primeira vez, teve uma revelação e disse sentir como se "tivesse sido operado de catarata"! A partir daí jurou se dedicar ao estilo grego puro.

"O Juramento de Horácios"



"A Coroação de Napoçeão I e Imperatriz Josefina"



Ingres: Foi o mais fino desenhista do neoclassicismo. Aos 11 anos frequentava a escola de artes e aos 17 fazia parte do ateliê de David. 

A pele de suas figuras parece ter sido polida, com uma fina camada de tinta e leves pinceladas imperceptíveis. Ingres caprichava nos tecidos, onde podemos perceber a diferença clara entre seda e cetim, por exemplo.

"A grande odalisca"



"Retrato da princesa de Broglie"



Detalhe de "Retrato da princesa de Broglie"



Goya: Francisco De Goya foi um pintor sem rótulos, tinha um estilo próprio que não se encaixava em nenhum outro, era uma mistura de todos. 

Foi um rebelde a vida toda, trabalhou para a monarquia espanhola retratando a família real de maneira irônica sem que percebessem.


"A Família de Carlos IV da Espanha"



"O Três de Maio de 1808"



CURIOSIDADES!

A obra-prima de David, "Morte de Marat", tem uma história curiosa e muito simbolismo.
Marat foi médico, filósofo, cientista, jornalista, e político Jacobino. 

Revolucionário radical a favor da república, era amigo íntimo de David que também fez muitos quadros de propaganda em prol da república e inclusive votou a favor da guilhotina para o rei Luís XVI.





Para fugir da polícia antes da Revolução Francesa, Marat se escondeu nos esgotos de Paris e lá contraiu psoríase (uma doença inflamatória de pele), por esse motivo tinha que trabalhar imerso em um banho medicinal, usando um caixote como sua escrivaninha.

Marat estava em sua banheira em 13 de julho de 1793, quando uma jovem mulher, Charlotte Corday, dizendo ser uma mensageira aliada, pediu para ser admitida em suas dependências.

Ao entrar, Corday puxou uma faca e esfaqueou-o no peito. Marat gritou "À moi, ma chère amie!" (Ajude-me, cara amiga) e morreu. Corday era uma contra-revolucionária Girondina. Ela foi guilhotinada em 17 de Julho de 1793 por homicídio. 

Durante seus quatro dias de julgamento, testemunhou que havia realizado o assassinato sozinha, dizendo "Eu matei um homem para salvar 100.000."

Assim que ficou sabendo da morte do amigo, David correu para a cena do crime para registrá-la. Na pintura de David, Marat é retratado como o próprio Cristo injustiçado, com o corpo inerte e o braço caído, assim como na famosa estátua "Pietá" de Michelangelo.


"Morte de Marat"



Pietá



Mudando de assunto...

Pintar uma mulher nua na inquisição espanhola era uma atitude rara. Mas Goya não se intimidou, pintou "La maja despida" e também "La maja vestida" que era colocada sobre a primeira tela para escondê-la. A modelo era Pilar Teresa Cayetana, a duquesa de Alba, amante do pintor. Os dois quadros pertenciam à sua coleção.

A fama de Goya ser um pintor rápido nasceu justamente desse caso envolvendo a duquesa. Seu marido teria sido informado que o pintor teria feito um retrato da duquesa sem roupas, e anunciou que iria até o estúdio para defender sua honra. Quando chegou lá no dia seguinte encontrou o retrato da mulher toda cobertinha. Goya teria pintado o segundo quadro durante a noite. 

  



  
Próximo post de História da Arte...Romantismo estará no ar!

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Até mais!

Fonte: Guia dos curiosos, Marcelo Duarte; Arte Comentada, Carol  Strickland; Wikipédia.
Imagens: Reprodução